terça-feira, 23 de novembro de 2010

A vaca foi para Porto Alegre, mas em que lugar??


Sugestão de aividade a partir de NOTíCIAS DE JORNAL.

1 OBJETIVO: possibilitar a vivência de situações concretas de aprendizagem , através da utilização de noticias atuais de jornal para montagem de situação didática a ser aplicada com alunos e alunas das series iniciais do EF.

2 METODOLOGIA: a metodologia a ser desenvolvida será de oficinas pedagógicas com vivências de situações concretas e aprendizagem

Atividade: A vaca foi pra Porto Alegre, mas em que lugar?

Série escolhida: 3ª

Atividade: Pesquisa sobre locais que estão abrigando a Cow Parade.

Objetivo: Conhecer alguns bairros de Porto Alegre através de pesquisa e trabalho coletivo.

Metodologia:
* dividir a turma em grupos e sortear as vacas (essas estarão divididas por bairros em que se encontram). Cada grupo deverá descobrir onde estam localizadas aquelas vacas e, se possível, ir pessoalmente observá-las;
* fotografar e/ou desenhar as vacas do seu grupo;
* fazer uma pesquisa sobre o bairro em que se encontram essas obras de arte urbana;
* nome do bairro, pontos turísticos, curiosidades, entrevista com moradores, como é o bairro, o que tem nele (escolas, comércio, casas, prédios) etc;
* elaborar cartazes, maquetes ou outros meios para apresentar o trabalho em sala de aula para a turma.

Avaliação: Será processual já que esse trabalho não pode ser feito em um dia. Além disso os alunos serão avaliados pelo seu comprometimento, cooperação, criatividade e envolvimento em todas as etapas da atividade.

Fonte da notícia utilizada:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a3069545.xml

Por dentro da CowParade

O que é a CowParade?
É o maior e mais bem sucedido evento de arte pública no mundo. As esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. Após a exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entregue para instituições de beneficentes.

Por que vacas?
Há algo de mágico sobre a vaca. Ela representa coisas diferentes para pessoas diferentes ao redor do mundo: é sagrada, é histórica, mas o sentimento comum é de carinho. Ela simplesmente faz todos sorrirem. Servindo como uma tela de arte, não existe nenhum outro animal ou objeto que fornece a forma, flexibilidade e amplitude de uma vaca. As três formas (de pé, pastando, repousando) fornecem aos artistas ângulos e curvas para criarem obras de arte únicas. Seu modelo também permite que ela seja caracterizada. Ela pode se transformar em, outros animais, pessoas ou objetos.

Quem são os artistas?
As vacas são pintadas por artistas locais. Pintores, escultores, artesãos, arquitetos, designers e outras pessoas criativas e artísticas são bem-vindas para apresentarem um projeto para a seleção, desde amadores e desconhecidos até profissionais e famosos.

Para onde as vacas vão após o evento?
As vacas são leiloadas e a renda é revertida para entidades beneficentes. Os leilões da CowParade são realizados como leilões de arte tradicional com o lance ao vivo."
A entidade beneciafa em Porto Alegre será o FUNCRIANÇA.

Para saber mais acesse o site oficial desse grande evento de arte urbana:
http://www.cowparade.com.br/poa/
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A língua de Eulália


O livro trata, de um jeito “atraente”, sobre as diferenças entre o português padrão e o não-padrão no qual o autor perpassa diversos exemplos para ilustrar isso. Ao iniciar a história ele mostra o preconceito das três universitárias com o modo de falar da empregada Eulália e, ao longo da mesma, como a linguista Irene resolve essas situações.
Ao mostrar que existem diferentes jeitos de falar a língua portuguesa o autor vai mostrando aos leitores que isso é normal, tem algum fundamento e que todas essas variações devem ser respeitadas e não tidas como erradas. Também aprendemos que existe uma norma padrão a ser seguida/ensinada, principalmente pela escola, todavia não é preciso se deter a ela. Isso ocorre para que haja um entendimento nacional da língua, entretanto no ensino da mesma comumente prevalece a linguística e isso pode ser complicado para todos, principalmente para aquelas pessoas que não falam a norma padrão da língua. Como sugere o autor, através de sua novela sociolinguística, pode-se aproximar as diferentes formas do nosso português e é isso que a personagem Irene tenta mostrar para as estudantes.
Ela aponta que a língua não-padrão tem diversas semelhanças com a língua padrão e que essa é uma forma mais simples, sem regras desnecessárias. Além disso, a primeira é aprendida quase que naturalmente, uma vez que se dá através da convivência com outras pessoas; já a segunda é ensinada pela escola e geralmente cria um abismo entre os falantes da forma não-padronizada e a língua padrão. Através dessa dinâmica muitos desistem de estudar não percebendo que a raiz do “problema” se encontra nas metodologias utilizadas para promover esse ensino.
Para exemplificar as variedades existentes nas formas não-padronizadas da língua portuguesa, Marcos Bagno aponta falas bem comuns como "os fósfro", "os home", "as pranta", "os broco", "as tauba", "a arvre", "trabaiá", o "R caipira", "tamém", além da "língua de índio" - Mim fazer” e durante toda a obra busca comparar os dois tipos de língua (padrão e não-padrão). Ele também destaca o fato de existirem diferentes sotaques dentro do nosso país, mostra que isso é normal, que devemos respeitar todos os modos de falar e que é possível uma pessoa do Sul entender outra que mora no Norte do Brasil, por exemplo.
Simultaneamente a isso, a linguista Irene faz as universitárias pensarem sobre a língua falada no nosso país e pergunta se é a portuguesa, visto que nós não compreendemos a língua falada aqui há séculos atrás e também não entendemos totalmente a língua portuguesa de Portugal. Logo, elas concluem que a nossa língua é “inexistente” já que foi formada por inúmeros dialetos e outros idiomas, bem como se trata de uma língua em constante mutação e cheia de variações.
O autor ainda fala que os preconceitos são mais sociais, como étnicos (o índio “preguiçoso”, o judeu “mesquinho”), culturais (desprezo pela “medicina caseira”), sexuais (machismo), sócio-econômicos (não valorizar os pobres, somente os ricos), do que propriamente referentes às diferenças linguísticas. Bagno também mostra que a norma padrão da língua pode ser redundante e que ela não aceita que é uma entre tantas variações dessa nossa língua portuguesa.
Enfim, essa obra busca exemplificar diversos dialetos existentes nesse território nacional e, mesmo que pareçam incompatíveis e estranhas tais pronúncias, elas tem uma explicação teórica e “uma razão de ser”. Portanto, a língua portuguesa não é aberta para encarar mudanças tão latentes na vida cotidiana dos milhares falantes desse país e acaba por distanciar a população, em sua maioria de baixa renda, das salas de aula da escola. É preciso rever essa postura, assim como a linguista Irene fez com as três universitárias, e parar para repensar o ensino da língua bem como agregar os conhecimentos trazidos pelos dialetos variados que surgem a cada dia.
(Acadêmica Thamy Rocha Alves de Souza)

Resenha do livro “A Língua de Eulália”
Acadêmica: Ana Lúcia Ferreira Braescher

BAGNO, Marcos. A língua de Eulália, a novela sociolingüística. Editora Contexto,1997.
Bagno é professor de Linguística da Universidade de Brasília (UNB), escritor e tradutor. Publicou diversos livros na área da sociologia da linguagem e do ensino de português, dentre eles, Norma lingüística (org.); Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa; Dramática da língua portuguesa: tradição gramatical, mídia & exclusão social. Também escreveu para o público infanto-juvenil.

O livro “A Língua de Eulália” foi publicado em 1997. Ele é composto por 219 páginas, divididas em 21 capítulos. Ele apresenta a história de 03 garotas que viajam de férias à casa da tia de uma delas. Lá, tia Irene ensinará sobre as variações lingüísticas existentes em nosso país.
Durante a história, as variações lingüísticas as quais o livro se refere, são chamadas de português-não-padrão (PNP), enquanto que o português ensinado nas salas de aula, por seguir as regras gramaticais, é chamado de português-padrão (PP). O livro mostra que, em nossa sociedade, o PNP é falado por muitos, mas também é bastante discriminado, por não ser a forma “correta” de se falar.
Durante a história, são apresentadas diversas razões para a existência do PNP. As mudanças sofridas na língua portuguesa ao longo dos tempos, desde sua origem, é uma delas. O autor também aborda as variações lingüísticas em outros idiomas, mostrando que elas não existem apenas aqui no Brasil.
Além disso, o livro trata da abordagem do PNP na escola, pois ele faz parte da nossa realidade. Isso não quer dizer que ele seja ensinado, mas sua existência não deve ser ignorada ou discriminada.
Acredito que, pelo fato do PNP estar inserido em nossa sociedade, ele não deve ser alvo de preconceitos. Muitos herdam essa forma de falar do meio social em que vivem, pois aprendemos a falar muito antes de aprendermos o PP na escola. O PP é a forma adequada de se falar, mas temos que perceber que não existe o certo e o errado na língua portuguesa, uma vez que ela está em constantes transformações.

Resenha sobre o livro “A Língua de Eulália”
Acadêmica: Waleska Damasceno dos Santos

BAGNO, Marcos. A língua de Eulália, novela sociolingüística. Editora Contexto, 1997.

Sobre o autor
Marcos Bagno nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 21 de agosto de 1961. Depois de ter vivido em Salvador, no Rio de Janeiro, em Brasília e no Recife, transferiu-se em 1994 para São Paulo. Voltou a se fixar em Brasília em 2002, quando se tornou professor do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília.
Diplomou-se em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também obteve o título de mestre em Linguística. Obteve o título de Doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo e iniciou como professor do departamento de Linguística da Universidade de Brasília em julho de 2002.
Como escritor, Bagno iniciou sua carreira em 1988, ao receber o IV Prêmio Bienal Nestlé de Literatura pelo livro de contos A Invenção das Horas. Sua produção literária soma mais de 30 títulos. Desde 1997, tem se dedicado à produção de obras voltadas para a educação. Suas obras no campo da linguística se concentram principalmente nas questões relativas à crítica do ensino da língua portuguesa nos moldes tradicionais.
Aprendeu o francês estudando sistematicamente desde a infância e as demais línguas foram aprendidas de modo autodidata. Começou a traduzir por incentivo dos professores em 1981, ao ingressar na Universidade de Brasília. Na sua opinião, para ser um bom tradutor é preciso ser um bom escritor e ter espírito de pesquisador e, além disso, sempre duvidar do que parece "transparente" demais ao traduzir. Em sua atividade de tradutor conta com mais de 50 livros traduzidos do inglês, do francês, do espanhol e do italiano.

O livro A língua de Eulália trata de questões lingüísticas, onde faz uma longa trajetória pelos diferentes modos de falar o Português, ou seja, o modo padrão e o não padrão, e este é explorado em forma de novela, trazendo questionamentos, exemplos e esclarecimentos referentes as variações da língua.
O livro inicia-se com a viagem de férias de três amigas professoras do curso primário de uma escola de São Paulo, para a chácara da tia de uma delas em Atibaia, uma senhora mestre em lingüística, e que estava prestes a lançar um livro tratando de variações lingüísticas.
Ao chegarem à chácara de Irene depararam-se com Eulália, empregada e muito amiga de Irene, mas Eulália tinha uma peculiaridade, quando começou a trabalhar para Irene era analfabeta, e com a ajuda de Irene que montou em sua chácara uma escola de alfabetização de adultos começou a aprender a ler e escrever juntamente com outros adultos, que eram seus conhecidos.
Conforme Eulália conversava com as amigas Vera, Sílvia e Emília, uma delas achava engraçado o modo de como Eulália falava, que era um português informal e diferente do que elas costumavam falar, após este episódio e conversando com Irene Emília comenta sobre o modo de falar de Eulália dizendo ser “errado”, onde daí começa toda uma discussão sobre as variações lingüísticas, em que Irene explica que não há um falar errado, mas sim um falar diferenciado.
Através destes exemplos o livro nos transporta para uma reflexão sobre os variados modos de falar, que até então não tinha me dado conta, de que a nossa língua portuguesa já sofreu variações nos seus antepassados, e isto fica bem perceptível quando visitamos alguns museus e encontramos cartas com uma escrita muito diferente da que escrevemos hoje, e por não entendermos nada achamos que esta está escrita em outra língua, mas é pura e simplesmente o português de antigamente.
No decorrer do livro podemos também perceber exemplos com modos de falar, que quando vemos em nosso meio achamos inadequados e ridicularizamos as pessoas que falam de tal forma, mas esquecemos que muitas vezes em uma conversa cometemos estes mesmos “erros” e achamos até normal falar assim, quando este tipo de fala não vira bordão na boca dos jovens, que até o chamam de “gírias”, mas como as pessoas estão acostumadas a ouvir essas tais “gírias” por toda a parte, e é “moda” falar assim, ninguém acha graça, só tornando-se engraçado quando saído da boca de uma pessoa que fala diferente porque não recebeu as orientações do português padrão, e fala de acordo com a sua assimilação das palavras e em outros casos decorrente de sua localidade, desta forma percebemos o grande preconceito que rege a forma de falar das pessoas, transmitindo um grande nível de inferioridade para aqueles que não falam de forma unificada.
Desta forma concluo que para falar, as pessoas podem usar dos meios a que tem acesso, sem se sentirem inferiorizados, pois não há certo e errado, e sim variações da fala. Acredito que o português padrão surgiu como uma forma de estabelecer um dialeto global que no papel poderá ser compreendido em qualquer lugar do país, pois se não existisse ele e cada um escrevesse da forma em que fala, haveria um conflito de compreensões, em que ninguém se entenderia.
Mas um aspecto interessante que ocorre em nossa língua e acho relevante mencionar é que, ninguém fala exatamente como deveria falar de acordo com a escrita, e nem por isso escrevemos “errado”, levando em consideração que quando escrevemos fazemos primeiramente uma leitura mental para a partir daí escrever, e é difícil ouvir alguém falar por exemplo:”Meu caderno está aqui” e sim “Meu caderno ta aqui”, mas sabemos a forma como devemos escrever, jamais escrevendo esta mesma frase como falamos, é como se fosse um processo automático. E foi com exemplos parecidos com este que o livro me possibilitou refletir sobre a nossa forma de falar e compreender que o português não é estático sofre mutações constantes.
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Algumas questões: PCN de Língua Portuguesa


Segundo o PCN de Língua Portuguesa os objetivos gerais para o Ensino Fundamental são os seguintes:
• expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos — tanto orais como escritos — coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;
Com esse objetivo se quer que os alunos aprendam a usar a linguagem nas mais diversas situações além de diferenciarem os objetivos referentes ao diversos tipos de texto e suas finalidades.

• utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam;
Alcançar a compreensão de que existem meios diferentes de se registrar a linguagem e usá-los nas diferentes circunstâncias.

• conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
Se quer valorizar as diversas formas de linguagem que podem existir no que diz respeito a língua falada.

• compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz;
O que se busca com isso é que os alunos entendam textos (orais e escritos) e os interpretem, além de compreenderem as intenções do autor.

• valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
O objetivo é valorizar a leitura mostrando aos discentes o quão importante ela é e que através dela podemos conhecer muitas coisas, sejam elas reais ou fantásticas, bem como ter acesso a informação e buscar os materiais escritos para diversos fins.

• utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.;
Entender a linguagem como forma de aprendizado e saber buscar informações nos textos lidos.

• valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;
O que se quer alcançar é a linguagem como meio de se expressar, compreender o que os outros pensam e dialogar para expor seu ponto de vista.

• usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
O objetivo é se utilizar das aprendizagens no campo da linguagem para usufruir da língua em diferentes situações e aumentar a capacidade crítica dos alunos.

• conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.
Compreender que a linguagem pode ser usada para veicular preconceitos, mas também valores, e então analisá-la criticamente.
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Linguagem e ensino da língua


Linguagem, dialetos e o ensino de Português

Sabemos que existem, segundo Geraldi, três tipos de linguagem contudo a que ele se aprofunda é a concepção dessa como forma de interação. Junto a isso é preciso lembrar dos meios de ensino da língua portuguesa, os quais devem ser repensados para que se tenham aprendizagens significativas nas salas de aula.
Há três diferentes concepções de linguagem, são elas: a linguagem como expressão de pensamentos (na qual quem não consegue se expressar é taxado como alguém que não pensa), a linguagem como instrumento de comunicação (a língua é um código que serve para transmitir mensagens) e a linguagem como forma de interação (os falantes da mesma interagem entre si e se tornam sujeitos). Conforme Geraldi, o foco principal de seu texto é a terceira concepção a qual também concordo ser a que mereça maior destaque. Tal modo de conceber a linguagem envolve não somente a língua escrita, mas também se debruça sobre a língua falada além de compreender que coexistem dialetos diferentes na nossa língua. Esses surgem devido a democratização escolar pois, atualmente, os educandos pertencem a diversas classes sociais possuindo formas variadas de falar. É necessário entender que essas linguagens, ou melhor, esses dialetos não são inferiores a chamada língua culta/padrão; eles são apenas diferentes e o professor precisa repensar sua prática a fim de ensinar aos alunos outra maneira de se usar a língua portuguesa. Não é porque as crianças não usam a língua padrão no cotidiano que elas não devem aprendê-la isso é preciso, todavia deve ser feito de uma maneira significativa e não com meras repetições de exercícios gramaticais.
Os meios de ensinar língua portuguesa nas escolas, geralmente, só se preocupam com a forma padrão fazendo distinção sobre as variedades existentes, além de discriminá-las. Concomitante a isso, Possenti afirma que precisamos ter bem claro o conceito de criança e de língua, sendo que esses podem ser observados na prática cotidiana. Logo, perceberemos que qualquer criança é capaz de aprender uma língua uma vez que domina as regras necessárias para falar a mesma; mesmo que as línguas sejam sistemas complexos, as crianças são capazes de aprendê-las. Além disso é preciso ressaltar o fato de diferentes dialetos coexistirem na nossa língua materna e que eles estão dentro das salas de aula. Portanto o professor deve ter ciência disso e de que é preciso ensinar a maneira "culta" da língua sem desvalorizar o jeito de cada um. Com isso, ensinar formas que nem se ouve e que pouco se encontra diariamente, é perder tempo de aula e cobrar isso dos alunos não faz sentido algum. Ao invés de fazer uso de livros literários, escritos no passado e com uma linguagem "ultrapassada", pode-se trazer para a classe jornais, revistas, informações da internet, ou seja, meios onde a linguagem seja mais contextualizada e próxima da vida diária dos estudantes. Claro que é possível utilizar tais livros, mas penso que se deter a eles, e a gramática, é um meio pobre de dar aula de língua portuguesa além de, provavelmente, não despertar tanto interesse nos alunos.
Enfim, concordo com Possenti ao afirmar que a diferença mais significativa é o valor social atribuído a cada variedade da língua, visto que há uma segregação, entre os falantes de dialetos populares e padrões, na qual esses últimos são mais valorizados em detrimento dos outros. Portanto cabe aos professores iniciarem uma mudança de pensamento, mostrando que essas variedades existem e devem ser respeitadas. É preciso ensinar os alunos que cada dialeto tem uma "situação social" em que é usado e promover experiências práticas para eles compreenderem isso. Então fica claro que, nos dias de hoje, ensinar Português baseado somente na gramática e em exercícios de repetição é uma forma de ensino sem significado e que precisa ser repensada visando aprendizagens de qualidade para todas as crianças.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Atividade de Ciências Sociais

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perfil dos educadores da EJA


Muitos dos educadores que hoje atuam na EJA possuem formação superior, mas, em sua maioria, são habilitados apenas para trabalharem no ensino fundamental e no ensino médio regulares. São poucos os cursos de graduação que oferecem, em sua grade curricular, capacitação para que seus alunos, futuros educadores, preparem-se para trabalhar com educandos que retornam à escola mais tarde para concluir seus estudos.
Segundo o Parecer 11/2000, as instituições que se ocupam da formação de professores são instadas a oferecer habilitação em seus processos seletivos. Para atender a essa finalidade elas deverão buscar os melhores meios para satisfazer os estudantes matriculados. As licenciaturas e outras habilitações ligadas aos profissionais do ensino não podem deixar de considerar, em seus cursos, a realidade da EJA.
O jovem e o adulto que freqüentam a escola carregam consigo uma história de vida e conhecimentos adquiridos fora da educação formal e é em cima desses saberes e vivências que o educador da EJA deverá trabalhar. Esse profissional deverá estar capacitado para conseguir ensinar de forma significativa, sabendo, para isso, realizar a mediação entre o conhecimento que seus alunos trazem das práticas cotidianas e o conteúdo estabelecido pelo currículo da escola. Sendo assim, o professor que trabalha com crianças e adolescentes não poderá trabalhar da mesma forma com jovens e adultos, por isso sua formação deverá ser diferenciada.
Além disso, o educador da EJA atende alunos com diferentes faixas etárias numa mesma sala de aula, ou seja, esse profissional deverá trabalhar de uma forma significativa para todos eles, independente de sua fase de desenvolvimento biológico. Para isso, é necessário que esse educador conheça seus alunos através das trocas de vivências e saberes em sala de aula.
Em muitas das escolas de EJA percebe-se que os educadores trabalham com seus alunos de forma infantilizada, sem objetivo algum nas atividades propostas, como por exemplo, quando disponibilizam desenhos para pintar. Um dos objetivos da EJA é formar cidadãos e, para isso, é preciso que esses jovens e adultos aprendam para participar efetivamente de nossa sociedade, através de um planejamento que vise a formação de pessoas que saibam posicionar-se e pensar de forma crítica sobre a realidade.

Referências Bibliográficas
OTERO, Elisabete de Sousa. ARMELLINI, ALLGAYER, Renita Lourdes. BAQUERO, Rute Vivian Ângelo. Alfabetização de adultos. Porto Alegre, RS; Ed da Universidade/UFRGS, 1993.
http://www.faculdadeexpoente.edu.br/upload/noticiasarquivos/1243985854.PDF - dia27/09/10, às 10h

http://www.cereja.org.br/pdf/20041117_Francisca.pdf - dia 27/09/10, às 9h30min
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/diretrizes_p0645-0712_c.pdf - dia 27/09/10, às 9h.
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Desmotivação nas escolas de EJA


1- APRESENTAÇÃO:

Esta análise reflexiva foi elaborada a partir da observação realizada em um colégio na cidade de Porto Alegre/RS.

2- ANÁLISE REFLEXIVA
Desmotivação, uma das causas de evasão na EJA.
A EJA foi implementada para que jovens e adultos tenham a oportunidade de iniciar ou continuar seus estudos, uma vez que não freqüentaram a escola em idade apropriada. Durante o início do ano letivo, conforme declaração dos alunos de uma escola de Porto Alegre, as salas de aula estão cheias, mas com o passar do tempo, segundo constatado na visita realizada à escola, o número de alunos reduz-se a menos da metade. Uma das causas desta evasão está na proposta pedagógica desqualificada e desmotivadora, utilizada pelo professor ao ministrar os conteúdos propostos.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA, a Educação de Jovens e Adultos representa uma promessa de efetivar um caminho de desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades. Nela, adolescentes, jovens, adultos e idosos poderão atualizar conhecimentos, mostrar habilidades, trocar experiências e ter acesso a novas regiões do trabalho e da cultura. Para que isso aconteça, é necessário que haja a possibilidade do diálogo em sala de aula, oportunizando a troca de saberes entre professor e alunos.
Partir dos saberes, conhecimentos, interrogações e significados que aprenderam em suas trajetórias de vida será um ponto de partida para uma pedagogia que se paute pelo diálogo entre os saberes escolares e sociais. Este diálogo exigirá um trato sistemático desses saberes e significados, alargando-os e propiciando o acesso aos saberes, conhecimentos, significados e a cultura acumulados pela sociedade. (ARROYO, 2005, p. 35)

Trabalhar em cima dos conhecimentos prévios do aluno é uma das propostas do método Paulo Freire. Partindo dessa forma de ensino, o professor dará ao aluno condições de estabelecer relações daquilo que está aprendendo com as situações que vivencia no seu cotidiano.
Infelizmente, considerando a observação realizada, não é desta forma que os professores da EJA vêm trabalhando em sala de aula. Os conteúdos são disponibilizados no quadro de forma descontextualizada, apenas para serem copiados a resolvidos. O educador tem o conhecimento e o aluno deve apenas escutar e concordar com o que está sendo dito, sem ter a oportunidade de expor seus pensamentos e conhecimentos trazidos de fora da escola. Desta forma, não há a interação que possibilita a construção do conhecimento, uma vez que os conteúdos são despejados aos educandos da mesma forma para todos, sem considerar o que cada um tem a dizer sobre aquele assunto.
Outro dos fatores que desmotivam o aluno a continuar estudando são as constantes ausências de professores nos períodos de aula. As faltas são freqüentes, conforme o observado, configurando o desinteresse da escola diante de seus educandos.
Penso que muitos dos alunos da EJA desistem de continuar no curso, pois são influenciados pelo descaso, tanto pela falta de compromisso dos professores quanto pela metodologia utilizada que não contribui em nada para a aquisição de conhecimento e formação de cidadãos, como propõe a EJA. Para que a evasão seja amenizada, é necessário que os professores reflitam de forma crítica sobre o trabalho que vêm desenvolvendo, conscientizando-se de seu papel diante do futuro de seus alunos. Trabalhar de uma forma significativa e interessante é possível, basta o professor considerar e valorizar seus educandos.

3- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARROYO, Miguel Gonzalez. Educação de Jovens-Adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. Belo Horizonte, Autêntica, 2005.
SOARES, Leôncio. Educação de jovens e adultos, Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
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As grandes metrópoles


Texto reflexivo sobre as metrópoles
Nos dias de hoje, vivemos em grandes metrópoles, caracterizadas por apresentarem uma paisagem constituída por muitos prédios, trânsito intenso e pessoas “aglomeradas”. Devido a isso, a poluição do ar, sonora e auditiva tomaram conta das grandes cidades.
Devido à correria do dia-a-dia, as pessoas não têm mais tempo de relacionarem-se umas com as outras, causando, desta forma, um distanciamento entre elas.. As crianças não saem mais para brincar nas ruas, onde os carros e a criminalidade tomam conta, restringindo o espaço de divertimento a parques privados. Adultos não recebem mais os amigos em suas casas como antigamente, pois encontram-se em shoppings, restaurantes e em outros lugares privados e, muitas vezes, comunicam-se apenas pela internet.
A população das metrópoles é caracterizada por pessoas de classes sociais diferenciadas. Os miseráveis são pessoas que vieram da área rural para a cidade devido à mecanização do trabalho e, sem escolaridade, passaram a viver nas ruas.
Ricos, pobres e trabalhadores ocupam espaços diferenciados nas cidades. Enquanto os ricos ocupam espaços nobres, os pobres vivem em espaços constituídos por favelas.
A contínua construção de prédios caracteriza a verticalização das metrópoles. As paisagens naturais estão se extinguindo cada vez mais devido a isso e o pouco que há dela, está sendo apropriada pelas construtoras que destinam suas construções para um público elitizado e para o comércio. Em conseqüência disso, as pessoas pobres acabam sendo excluídas, perdendo um espaço que antes era de toda a população.
Enfim, com o passar dos anos, se continuarmos nesse ritmo de vida, a paisagem natural desaparecerá totalmente e viveremos em cidades sombrias, onde os prédios impossibilitarão a luminosidade do sol e as pessoas estarão cada vez mais distanciadas.
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