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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Jogo da Memória da Matemática


Jogo da Memória da Matemática

Objetivos:
- Fazer com que a criança relacione os símbolos (números) às quantidades;
- Estimular a memória.

Materiais:
-Folhas sulfite;
-Papel cartão ou cartolina de duas cores;
- Tesoura;
- Cola;
- Figuras impressas.

Desenvolvimento:
a) divida a sala em 2, 4, 6 ou 8 grupos, dependendo do número de alunos;
b) distribua um jogo de 20 cartas (10 de uma cor e 10 de outra) para cada grupo;
c) distribua as cartas na mesa, com os desenhos e números virados para baixo, de maneira que fique os números de um lado e os desenhos de outro;
d) dite as regras do jogo:
* um aluno do primeiro grupo vira um número e uma figura;
* se coincidir o número com a quantidade correspondente nas duas cartas, o grupo ganha pontos e as cartas são retiradas do jogo;
* se o número não corresponder a quantidade de figuras da carta virada, o jogador volta as cartas na mesma posição em que estavam, passa a vez para o outro grupo e não ganha ponto;
* os integrantes do grupo não podem ajudar quem está jogando;
* todos devem prestar atenção para tentar virar o número com a quantidade de figuras correspondente.

Waleska Damasceno dos Santos
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Trabalhando com unidade, dezena e centena


Este jogo matemático foi criado para trabalhar com a adição e para fixar conceitos do sistema decimal.

Material:
- Tabuleiro redondo dividido em 03 partes: unidade, dezena e centena;
- Feijões;
- Fichas com números.

Regras do jogo:
- Dividir a turma em duplas;
- Apresentar o material;
- Cada aluno irá jogar alguns feijões no tabuleiro;
- Alguns irão cair na casa da centena, outros na dezena e outros na unidade. O grupo deverá somar os feijões e representar o número obtido com as fichas de números;
- Depois de 02 rodadas, cada dupla irá somar os resultados.
- Vence a dupla que tiver o maior resultado.

(Acadêmica: Ana Lúcia Braescher)
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Flor, peixes e matemática...

(clique na imagem para conhecer os jogos!)

Uma das atividades propostas pela professora da disciplina era essa de elaborar um jogo ou material para trabalhar matemática com a Educação Infantil e/ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O "Jogo da flor" e a "Pescaria do mais" foram as minhas ideias de jogos matemáticos.

Thamy Rocha Alves de Souza
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Os Seres Vivos


Os Seres Vivos
O que é um ser vivo?
O ser vivo diferencia-se da matéria inerte, pois possui características e funções que lhe permitem manter-se com vida.
Os seres vivos, ao contrário da matéria inerte, realizam uma grande quantidade de atividades ao longo de sua vida, todas elas com o objetivo de manter-se com vida ou de reproduzir-se.

Célula.
Todo ser vivo é constituído por uma (organismos unicelulares) ou diversas (organismos pluricelulares) células que estão organizadas de formas diferentes, dependendo da espécie de ser vivo. Cada tipo de célula possui uma função especializada.
Robert Hooke, em 1665, observou, em um microscópio, uma lâmina bem fina de cortiça e percebeu que ela era formada por pequenos compartimentos, que chamou de célula. Nesta mesma época, Anthony Van Leeuwenhoek observou através de um microscópio diversas substâncias como: água, vinagre e sangue e percebeu que em todas elas haviam organismos que se mexiam constantemente.
Ao observar fragmentos retirados de seres vivos (folhas, raízes, pedaços de carne...) observou-se que eram formadas por diversas células, unidas umas às outras.

Teoria Celular:

- Todos os seres vivos são formados por células:
- As células são vivas e são as unidades básicas que constituem um ser vivo;
- Toda célula provêm de outra célula.
Funções Vitais:
- As células se nutrem;
- As células se relacionam;
- As células se reproduzem.

Biodiversidade:
É a variedade de espécies animais, vegetais, fungos e microorganismos de um lugar em particular ou da Terra no seu conjunto.

Espécie:
Grupo de animais parecidos entre si que podem se reproduzir entre si, gerando uma descendência fértil.

A classificação dos seres vivos
Existem “chaves de identificação” para podermos classificar os seres vivos e elas são constituídas por tabelas as quais apresentam as características importantes e distintivas, bem como a história evolutiva de cada espécie. As características fazem parte dos “critérios de classificação” que podem ser o tipo de alimentação, de respiração ou o tipo de revestimento corporal. Carl von Linné criou um sistema de classificação no século XVIII que foi sendo aprimorado e ficou mais completo com o passar dos anos. Atualmente os seres vivos se dividem em cinco reinos: monera, protista, fungos, vegetal e animal.

Curiosidade: o vírus não pertence a nenhum dos cinco reinos e é um parasita, pois só sobrevive quando se instala na célula de outro ser vivo. Ao fazer isso ele se reproduz rapidamente e transforma o funcionamento natural das células causando doenças como gripe, AIDS e hepatite.

A nutrição de animais e vegetais
Os seres vivos precisam nutrir-se para sobreviver e cada organismo possui elementos próprios para isso (boca/bico e sistema digestivo nos animais e raiz, caule e folhas nos vegetais). O oxigênio e a água também são importantes uma vez que auxiliam na assimilação de nutrientes.Os vegetais são produtores visto que produzem (a partir da água, minerais, oxigênio, gás carbônico e luz solar) seu próprio alimento; já os animais são consumidores porque se alimentam de outros seres vivos.
As relações alimentares entre seres vivos que vivem no mesmo habitat acontecem assim: plantas são alimento dos herbívoros, esses servem de comida para os carnívoros e há ainda os onívoros que se alimentam de plantas e animais. Os animais são dotados de bocas e extremidades diferentes que se adaptam ao tipo de alimentação de cada um e ao meio de procura da mesma.
Os mamíferos possuem diversas adaptações: os carnívoros tem os caninos grandes e garras fortes; os herbívoros possuem os incisivos (dentes da frente) muito afiados; os roedores são dotados de grandes incisivos; os onívoros, como o ser humano, tem dentes capazes de triturar todo tipo de alimento. Existem mamíferos sem dentes como o tamanduá (possui um longo focinho curvado, uma língua pegajosa e unhas bem fortes) e a baleia (possui barbatanas, que são lâminas compridas, e nadadeiras).
As aves também são desdentadas, porém são dotadas de bicos e patas diferentes que são adequados a alimentação de cada uma. A garça, por exemplo, tem um longo e serrado bico já que se alimenta de peixes que vivem em águas rasas; suas patas compridas servem para deslocar-se em terrenos encharcados. Já o pica-pau come insetos que habitam troncos por isso seu bico é muito forte e suas patas adequadas para trepar em árvores.
Há ainda animais com formas que podem parecer estranhas, entretanto elas também estão adaptadas ao tipo de alimentação dos mesmos. É o caso do mosquito e da borboleta, por exemplo, que possuem uma boca comprida em formato de tromba. As cobras por sua vez se arrastam podendo envolver ou envenenar sua presa, que depois de morta é engolida inteira. Já o camaleão, usa sua cauda e as patas para se locomover, pois assim se fixa nos galhos lançando sua longa, pegajosa e veloz língua para capturar seu alimento.
A digestão dos alimentos
Quando os animais adquirem o alimento, eles retiram deste as substâncias necessárias para que seu corpo se mantenha vivo, e estas substâncias são chamadas de nutrientes. Para a realização deste processo a maioria dos animais possuem um sistema digestório.

O sistema digestório dos mamíferos carnívoros e onívoros
O funcionamento do sistema digestório dos mamíferos carnívoros e onívoros, é semelhante a do ser humano, porém a posição ao qual se encontram é diferente, pois no ser humano encontra-se na posição vertical, já na maioria dos animais está localizado na posição horizontal. Os alimentos entram pela boca e são transformados em uma papa fina no estômago, após o sangue leva os nutrientes a todas as células do corpo animal a partir do intestino, e o que não é digerido é expelido pelo ânus.

O sistema digestório das aves e dos ruminantes
As aves e alguns herbívoros(ruminantes), possuem os sistemas digestórios diferentes dos mamíferos carnívoros e onívoros.
As aves possuem os órgãos diferenciados em seu sistema digestório, pois não possuem dentes, engolindo o alimento inteiro; alguns armazenam no papo, uma espécie de bolsa que se encontra no esôfago. Posteriormente o alimento passa pela moela, um estômago musculoso, onde é triturado ficando mais pastoso. Passa para o intestino, onde as substâncias nutritivas são separadas do resíduos, os nutrientes passam para o sangue e os resíduos são eliminados junto com a urina.
O sistema digestório de alguns herbívoros são divididos em quatro câmaras.
Estes animais comem muitas folhas em pouco tempo, e estas folhas são armazenadas na primeira câmara, quando o animal descansa elas voltam para a boca a fim de que o animal continue a mastigação, onde este processo é chamado de ruminar, após esta mastigação o alimento é levado para as demais câmaras, onde ocorre o mesmo que os demais, nutrientes vão para o sangue e o restante é eliminado.

A respiração dos animais
Os animais precisam do oxigênio do ar para obter a energia do nutrientes para o seu organismo. Assim é obtida a energia necessária para fabricar moléculas que auxiliarão no crescimento e reprodução, bem como mantê-los vivos
Nesse processo é produzido o gás carbônico como resíduo, que é expulso para o exterior pela respiração.
O oxigênio está presente tanto no ar quanto na água. Existem quatro tipos de respiração: A pulmonar pelos pulmões como os cachorros, traqueal pelas traquéias que são pequenos tubos distribuídos pelo corpo como as moscas,cutânea pela pele como as minhocas e branquial palas brânquias que são lâminas menbranosas que possuem muitos vasos capilares para a água, como os peixes.

Como os vegetais se alimentam
Os vegetais produzem os seus próprios nutrientes, onde três partes fundamentais da planta participam na produção do alimento: a raiz, o caule e as folhas. A raiz é que sustenta a planta absorvendo água e sais minerais do solo, para a sua sobrevivência.
A água juntamente com sais minerais é chamada de seiva bruta, onde sai da raiz chegando as folhas através de condutos formados por células. Nas folhas a seiva bruta transforma-se em seiva elaborada, pois transforma-se em substâncias alimentares, onde os nutrientes contidos na seiva elaborada ajudam com que a planta desenvolva com mais folhas, flores, frutos, raízes e caules mais grossos.

A fotossíntese
A fotossíntese é o processo que permite que as plantas transformem a seiva bruta em seiva elaborada.
Esse processo ocorre nas folhas, e é indispensável a presença da clorofila, uma substância verde que capta a energia luminosa, sendo assim ela só é possível com a presença de luz.
A planta necessita captar gás carbônico da atmosfera,liberando através deste processo oxigênio.

A respiração dos vegetais
As plantas assim como os animais também precisam absorver oxigênio do ar e liberar gás carbônico, processos de sobrevivência, porém durante o dia elas liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico, devido a fotossíntese,e como esta não acontece a noite é neste momento que acontece a liberação de gás carbônico para absorção de oxigênio, mas o consumo de oxigênio é menor do que qualquer animal por exemplo.
O oxigênio e gás carbônico entram e saem da planta através de poros muito pequenos, chamados estômatos, situados nas folhas, e é por onde também que as plantas liberam vapor de água, chamado transpiração.

Os vegetais se adaptam produzindo nutrientes
As plantas vivem em uma diversidade de lugares e climas, desta forma possuem órgãos que lhes permitem produzir os seus nutrientes de acordo com seu habitat.
Plantas epífitas- vivem em florestas tropicais, onde crescem em cima de outras plantas, recebendo melhor a luz solar. Essas plantas possuem vincos em forma de copos nas suas folhas, o que possibilita que armazenem água das chuvas, para obter substâncias essenciais para a sua sobrevivência.

Plantas aquáticas- Retiram as substâncias que necessitam da água e suas raízes são pouco desenvolvidas.

Plantas terrestres- As plantas terrestres que vivem em lugares muito secos como desertos, armazenam água em seus caules e têm as folhas em forma de espinhos, o que permite diminuir a transpiração e perda de água como os cactos por exemplo.
Plantas carnívoras- Estas plantas não conseguem obter todos os sais minerais de que necessitam, através do solo, por isso capturam insetos a fim de obter o restante dos nutrientes necessários para sua sobrevivência.
Plantas parasitas- Essas plantas não produzem seu próprio alimento, deste modo se aproveitam dos nutrientes produzidos por outras plantas, que são chamadas de hospedeiras. A planta parasita possui estruturas prolongadas que introduz nos condutos da planta hospedeira, onde encontra-se a seiva elaborada e retira o alimento para si.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Plano de aula sobre SERES VIVOS


Assunto desse planejamento: SERES VIVOS
Público alvo: alunos do 2º ano do Ensino Fundamental (7 anos)

Objetivos:
- Escutar e respeitar os colegas, participando das atividades e expondo suas ideias;
- Pesquisar informações sobre algum dos animais da história;
- Desenvolver a escrita e a leitura;
- Escrever um texto informativo;
- Confeccionar cartazes e um “livro”/“revista” sobre os animais pesquisados.

Metodologias:
1) Contação de história sobre animais (“Os bichos grandões”), conversa sobre a mesma, desenho e produção de frases;
2) Em duplas/trios ir ao laboratório de informática (se possível) e/ou na biblioteca da escola e pesquisar sobre algum desses animais da história. Pesquisar sobre seus hábitos e outros fatos que julgarem importantes;
3) Ainda nos trios/duplas elaboração de um breve texto informativo, com ilustração deles, sobre o animal pesquisado. Apresentação para a turma de todos os animais pesquisados e elaboração de cartazes sobre os mesmos;
4) Montar um “livro” ou “revista” com os textos informativos que os alunos fizeram;
5) Propor que, para integrar o “livro”/ “revista”, cada dupla/trio crie um passatempo (cruzadinha, adivinhações, caça-palavras, sete erros, liga-pontos, etc.) sobre animais.

Avaliação:
Cada aluno será avaliado pela sua participação individual e coletiva, bem como pelo seu interesse, respeito e colaboração com os colegas nessas atividades.
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Mapa conceitual



Ao iniciarmos nossos estudos sobre mapas conceituais, a professora da disciplina pediu que cada aluna fizesse um mapa conceitual com um assunto de seu interesse pessoal. Fiz o meu sobre o que estou vivendo desde a minha gravidez e chegada da tão esperada Isabela!


Acadêmica: Thamy R. A. de Souza
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Ensino da Matemática


Síntese dos capítulos de Matemática do livro “Ler e escrever : Compromisso de todas as áreas”

Ler, escrever e compreender a matemática, ao invés de tropeçar nos símbolos

A matemática desperta, em muitas pessoas, sentimentos desagradáveis, por ser considerada uma matéria de difícil compreensão. Ela geralmente é associada à ciência e muitos acreditam que poucos podem compreendê-la, devido à sua complexidade, apesar de estar sempre presente no nosso dia-a-dia.
Esta visão distorcida da matemática ocorre devido ao modo como as escolas vêm trabalhando com esta disciplina, pois ela é ensinada sem que haja a preocupação de estabelecerem-se vínculos com a realidade, nem com o cotidiano do aluno.
A matemática ocupa um espaço muito importante em nossa comunicação, como também nos permite entender e compreender o contexto social, bem como, o mundo em que vivemos.
Para que possamos expor nossas idéias ou formular mentalmente aspectos da nossa realidade, transformando-as em conceitos, temos que utilizar uma variedade de elementos de comunicação, que são chamados de símbolos, e estes constituem a linguagem matemática. A linguagem matemática está presente em quase todas as áreas do conhecimento, por isso, dominá-las passou a ser necessário, considerado o contexto do dia-a-dia.
A escola tem fracassado no papel de ensinar matemática e, decorrente disso, alguns alunos não conseguem saciar as dificuldades e acabam evadindo a escola, enquanto que outros, mesmo continuando na escola, não conseguem romper com o analfabetismo matemático.
Para ser alfabetizado em matemática, precisa-se entender o que se lê e o que se escreve, sem perder a dimensão social e cultural, indo-se em busca da significação do ato de ler e escrever, presentes nas práticas diárias. Quando o aluno entra na comunicação escrita, está na hora de entrarmos no mundo dos símbolos matemáticos. Desta forma, a criança vai elaborando os conceitos e adquirindo o vocabulário correspondente, apropriando-se da utilização dessas simbologias.



Da linguagem aritmética à linguagem algébrica: dos números para as letras

Os alunos, desde as primeiras séries do ensino fundamental, trabalham a matemática somente através de números. No momento de aprender álgebra, na 6ª série do ensino fundamental, entram em contato com as letras dentro de um cálculo matemático, passando, geralmente a apresentar alguma dificuldade em resolvê-lo.
Na álgebra, as letras são utilizadas como estratégia para resolver uma incógnita, mas para o aluno, acostumado a utilizar apenas números, esse simbolismo é de difícil compreensão e assimilação.

Símbolos

Na aritmética, o sinal de igual, por exemplo, é utilizado de forma unidimensional, ou seja, à esquerda indica a operação e à direita, o resultado. Na álgebra, o sinal de igual é utilizado para conectar o problema, apresentando um caráter bidimensional, ou seja, atuando tanto da direita para a esquerda quanto da esquerda para a direita.

Aritmética Álgebra
2 x 2 = 4 x² - 4=0

Letras

A dificuldade encontrada pelos alunos que estão aprendendo álgebra está em entender o uso e o significado das letras. Essa dificuldade também está relacionada com a concepção de número e não somente à introdução da letra no cálculo.
É importante que o professor mostre ao aluno e o faça entender o conceito de que, na álgebra, as letras funcionam como variáveis, mostrando a ele diversos cálculos contendo letras e explicando o significado de cada uma delas.

Ex:
3a + 5b + 8a – 2b =
Neste caso, a letra não tem significado, funciona como um objeto.

Variáveis

O professor deve fazer com que o aluno compreenda que a letra como uma variável representa um conjunto de valores não específicos.
Para que o aluno compreenda este conceito são necessários 2 processos:
• Generalização: permite passar de um conjunto de situações concretas a algum aspecto comum a todas elas.
• Simbolização: permite expressar de forma abreviada o que têm em comum todas as situações.

O professor deve apresentar diferentes situações para que o aluno possa identificar o conceito de variável, para assim, poder generalizá-lo.

A álgebra é uma linguagem, e o professor deve ensinar sua tradução: da linguagem natural à linguagem algébrica e vice-versa. Sua aprendizagem ocorre quando o aluno compreende o uso dessa linguagem, deixando apenas de utilizá-la como manipulação de símbolos.
Ao corrigir os exercícios de seus alunos, o professor deve analisar como e porquê o aluno está errando, indo em busca das causas do erro e das dificuldades que estão sendo encontradas, para então, trabalhar de forma que o aluno possa reordenar e reorganizar seus conhecimentos prévios passando, então, a assimilar esses novos conhecimentos.

Leitura e escrita na matemática

A matemática geralmente é vista somente em seu aspecto formal e em sua linguagem simbólica; com isso ela acabando ficando isolada da história dos homens e é tida como um complexo quebra-cabeça. Além disso, todos nós sabemos dizer se gostamos ou não de matemática, porém na hora de conceituá-la fica mais complicado.
Ler matemática
Os sujeitos não-matemáticos tem dificuldades para compreender a linguagem e o conteúdo da matemática, visto que esses se confundem, mesmo assim todos as pessoas reconhecem que ela é importante. Isso ocorre pois a matemática está presente em vários lugares/situações, entretanto essa área de conhecimento é uma das mais incompreendidas pela população e que tem altos índices de reprovação na escola.
O texto aponta três principais dificuldades com a matemática:
1) Desconhecer os limites da mesma;
2) Não compreender sua relação com as outras áreas de conhecimento;
3) Impossibilidade de leitura e escrita dessa linguagem.
A linguagem matemática é universal nas escolas e seu ensino é incluído em todos os currículos, no entanto os povos a utilizam em diversas atividades que nem sempre aparecem nos currículos escolares.
Essa área do conhecimento possui uma linguagem repleta de símbolos a qual, muitas vezes, é tida como único meio de representar ideias e resultados; mas, a autora diz que experiências feitas com crianças mostraram que é importante passar por linguagens diferentes (como a língua materna e a linguagem com imagens) ao ensinar conceitos matemáticos. Muitas pessoas não compreendem um conteúdo, não dizem o que sabem dessa área ou não fazem matemática devido à linguagem utilizada (e seus vários símbolos), por isso apresentam dificuldade em ler e escrever na linguagem matemática. Para isso o texto apresenta duas soluções:
a) Utilizar a linguagem habitual para escrever e explicar resultados matemáticos;
b) Auxiliar as pessoas a compreenderem os símbolos, sinais e notações.
Ler é compreender o que está escrito e não apenas decodificar os sinais apresentados; o ato de leitura não pode ser memorização e sim compreensão a qual deve sempre ser trabalhada já que não acontece por acaso. Outro ponto importante, mas talvez pouco explorado, é o contexto da matemática em que está o conteúdo trabalhado e qual sua relação com o mundo.
Concepções sobre apropriação da realidade
A realidade deve ser vista de forma abrangente, porque está sempre em movimento, nada está parado ou acabado e por trás das representações existe uma essência ativa que não pode reduzir-se a totalidade absoluta, mesmo que essa seja a natureza. Também é preciso, segundo o texto, ter consciência de que o ser humano vive simultaneamente na natureza e na história.
O cientificismo é alicerçado em dogmas, como “só é verdadeiro e real o conhecimento científico”, “o conhecimento deve ser dividido em partes/especialidades” (na sua transmissão e desenvolvimento) e “o conhecimento tem como base unicamente a razão”. Sendo assim as reflexões sobre o homem e seu lugar no mundo são ignoradas, bem como as explicações sobre origem e causa de fenômenos. Esse tipo de conhecimento é metafísico e, segundo a autora, não tem valor teórico.
Na história poderemos descobrir a grandeza fundamental da realidade humana e o indivíduo que decide fazer isso deverá assumir-se como ser social (suas ações e opções estão ligadas e são impostas pelo meio em que está inserido e do qual depende), como ser histórico (que age e influencia o meio num determinado momento histórico) e como pesquisador (que busca a origem/essência das representações da realidade).
A corrente positivista reduziu a compreensão da realidade ao mundo físico/quantificável, todavia existem outros como o artístico, o biológico, o psicológico, etc. Para entender cada aspecto desses é necessário ter uma intencionalidade; então para compreender a matemática e a realidade por ela introduzida, por exemplo, é preciso ter uma intenção especial voltada para essa área de conhecimento.
A matemática parece estar afastada da cultura e história dos homens, surgindo apenas em seu mundo simbólico, contudo sua evolução ao longo dos tempos partiu de um conceito metodológico empírico (a matemática estava ligada a cultura e a sociedade da época) para as características de ciência extremamente simbólica (rigor lógico e excesso de formalismo). Há uma ruptura entre teoria e prática; a partir do matemático Euclides, passam a conceber a matemática como algo abstrato, teórico, que tem preocupação com o raciocínio e a exatidão da forma. As mudanças matemáticas são consequência de fatores sociais que estão relacionados ao trabalho criativo de pesquisadores que vivem em determinada época.
Observa-se que, partindo da época de Euclides, as prioridades da matemática estão ligadas a expansão da pesquisa que se dá por meio do método de dedução. Isso acontece para construir um modelo formal e racional (que seja isento de contradições) que analisa questões teóricas e busca aperfeiçoar a linguagem simbólica que utiliza.
Aparentemente o que é valorizado é simbólico e abstrato, porém isso não quer dizer que o conteúdo de matemática seja somente isso e sim que ele se apresenta desse jeito; logo, a maioria dos sujeitos não tem acesso a esse tipo de conhecimento. Resumindo, os matemáticos acabaram por construir muitas teorias que dispensam a realidade dos seres humanos e essa área do conhecimento é tida como auto-suficiente.
Crítica ao formalismo matemático
A autora destaca a influência de três tendências distintas dentro da matemática, as quais são dirigidas pelas correntes filosóficas do logicismo, intuicionismo e formalismo; essas são resultado de contradições teóricas que acontecem com o passar dos anos.
A matemática vem avançando e sendo aprimorada, bem como seus resultados vem dando ótimas contribuições para a sociedade no que diz respeito à utilidade em outras áreas e ao desenvolvimento tecnológico.
Ao criticar o formalismo é preciso mostrar que ele extingue elementos que expressariam a matemática como construção do ser humano, na qual encontramos contradições, caminhos alternativos e não podemos comprovar o caráter neutro e objetivo dessa área do conhecimento. Portanto, a matemática formalizada dos livros escolares é bem rígida e abstrata, além disso, nessa teoria não há espaço para a história da descoberta, não se abrange os erros e muito menos fazer novas descobertas.
Os teoremas precisam ser explicados e para isso é necessário fazer uso de um tipo de raciocínio que inicia em noções primitivas (verdades evidentes) e se desenvolve por meio de uma rede de deduções.
Escrever matemática
A autora salienta que todos os indivíduos devem participar do processo de criação visto que essa experiência resulta em encanto e prazer. Entretanto, a escola geralmente não valoriza as representações espontâneas que as crianças possuem e a escrita vem de fora, é imposta pelos professores.
Assim também acontece com a linguagem matemática a qual é imposta para alunos de todos os níveis escolares. Ao invés de deixar os alunos criarem hipóteses, os professores muitas vezes ensinam passo a passo como fazer e realizam muitos exercícios parecidos a fim de que os alunos fixem o que foi ensinado.
Há diferenças entre a linguagem comum (usada no cotidiano) e a linguagem matemática (é muito precisa e deveria facilitar o registro do conhecimento científico) e até o aluno ter capacidade para utilizar essa linguagem formalizada é necessário que ele compreenda o significado de conceitos e/ou teorias trabalhados. Também é preciso que o aluno consiga falar e escrever sobre o conceito/teoria na linguagem habitual para depois transpô-lo para a linguagem simbólica.
Como bem sabemos existem conhecimentos científicos e populares, mas geralmente só o primeiro tipo é valorizado; para a autora esses conhecimento são únicos e sua diferença consiste no jeito de perceber e analisar o objeto de estudo.
Para averiguar que o conhecimento matemático tem um objeto real que não se desenvolve somente no plano das ideias ou no nível simbólico, é necessário resgatar a história da matemática e sua construção ao longo do tempo. É preciso ter consciência de que os conhecimentos científicos, dentre eles o matemático, colaboram para que o ser humano compreenda melhor a sua realidade.
A matemática é fruto de construções humanas e seu ensino não pode deter-se as teorias formalizadas; é preciso revelar a ligação entre essa área do conhecimento e as demais áreas, bem como sua relação com o mundo e sua inclusão na realidade histórico-social. Ensinar matemática é criar meios para que os alunos possam ser capazes de construir conhecimentos e agirem ininterruptamente como pesquisadores.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ciências na escola



Síntese do capítulo de Ciências do livro “Ler e escrever : Compromisso de todas as áreas”
O domínio da linguagem escrita divide a humanidade em analfabetos e alfabetizados. Apesar de alfabetizadas, um grande número de pessoas em nossa sociedade não têm o hábito da leitura, a não ser dentro do ambiente escolar. A comunicação visual é predominante, principalmente a televisiva.
Enquanto que o livro nos permite refletir sobre o que foi escrito, a televisão nos apresenta informações prontas, ou seja, interpretadas, já discutidas e concluídas. Desta forma, a maior parte da população é induzida a pensar da mesma forma, sem refletir sobre o que foi dito.
Na escola, temos o hábito de utilizar a escrita desde as séries iniciais, quando somos alfabetizados. Mas, mesmo assim, com o passar do tempo, verifica-se que os alunos têm um vocabulário pobre, apresentam dificuldades de compreender o sentido de algumas frases, de utilizar os sinais de pontuação, dentre outros. Desta forma, podemos dizer que a leitura e a escrita não devem ser praticadas apenas nas aulas de português e de literatura, como de costume, mas sim em todas as outras disciplinas, fazendo assim com que os alunos escrevam mais, ampliando suas habilidades orais e escritas.
Nas aulas de ciências naturais, pode-se solicitar que os alunos elaborem questionários e apontamentos, além de interpretar e construir representações gráficas diversas.
A construção semântica das palavras utilizadas em ciências naturais deve ser abordada em sala de aula, pois existem termos que possuem um conjunto de significados socialmente compartilhados e devemos considerar que esses significados nem sempre são os mesmos na concepção das pessoas que participam de um grupo.
A linguagem utilizada na ciência escolar diferencia-se da linguagem utilizada cotidianamente pelos alunos, pois é uma linguagem específica e objetiva, próxima da escrita. Ela enfatiza um trabalho científico e geralmente é apresentada de modo impessoal e explicativo, através de conceitos. Desta forma, dependendo de como ela é trabalhada, ao invés de possibilitar a ampliação da leitura de mundo pelo aluno, ela possibilita a construção de um novo mundo, o mundo das ciências, que possui apenas palavras próprias, desconhecidas por eles até o momento.
Para que o aluno consiga ler o mundo a partir das ciências, é necessário que o professor estabeleça relações significativas entre o conhecimento científico ensinado na escola e a ciência e tecnologias presentes no nosso cotidiano.
O termo alfabetização em ciências vem sendo utilizado por muitos autores, devido à necessidade percebida em fazer com que a ciência escolar possibilite ao indivíduo fazer uma análise crítica dos fatos que ocorrem no cotidiano, veiculados pelos meios de comunicação.
Também é necessário que o professor mostre que a ciência não é detentora da verdade, nem mesmo neutra.
Enquanto a tecnologia e a ciência evoluem, nós, na maioria das vezes, recebemos as informações sem compreendermos o que elas significam, como por exemplo, no caso dos rótulos dos produtos que consumimos diariamente, nos quais existem uma relação de termos científicos que, apesar de termos acesso, seus significados não são abordados no nosso cotidiano, nem mesmo na escola.
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