segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Algumas questões: PCN de Língua Portuguesa


Segundo o PCN de Língua Portuguesa os objetivos gerais para o Ensino Fundamental são os seguintes:
• expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos — tanto orais como escritos — coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;
Com esse objetivo se quer que os alunos aprendam a usar a linguagem nas mais diversas situações além de diferenciarem os objetivos referentes ao diversos tipos de texto e suas finalidades.

• utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam;
Alcançar a compreensão de que existem meios diferentes de se registrar a linguagem e usá-los nas diferentes circunstâncias.

• conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
Se quer valorizar as diversas formas de linguagem que podem existir no que diz respeito a língua falada.

• compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz;
O que se busca com isso é que os alunos entendam textos (orais e escritos) e os interpretem, além de compreenderem as intenções do autor.

• valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
O objetivo é valorizar a leitura mostrando aos discentes o quão importante ela é e que através dela podemos conhecer muitas coisas, sejam elas reais ou fantásticas, bem como ter acesso a informação e buscar os materiais escritos para diversos fins.

• utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.;
Entender a linguagem como forma de aprendizado e saber buscar informações nos textos lidos.

• valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;
O que se quer alcançar é a linguagem como meio de se expressar, compreender o que os outros pensam e dialogar para expor seu ponto de vista.

• usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
O objetivo é se utilizar das aprendizagens no campo da linguagem para usufruir da língua em diferentes situações e aumentar a capacidade crítica dos alunos.

• conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.
Compreender que a linguagem pode ser usada para veicular preconceitos, mas também valores, e então analisá-la criticamente.
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Linguagem e ensino da língua


Linguagem, dialetos e o ensino de Português

Sabemos que existem, segundo Geraldi, três tipos de linguagem contudo a que ele se aprofunda é a concepção dessa como forma de interação. Junto a isso é preciso lembrar dos meios de ensino da língua portuguesa, os quais devem ser repensados para que se tenham aprendizagens significativas nas salas de aula.
Há três diferentes concepções de linguagem, são elas: a linguagem como expressão de pensamentos (na qual quem não consegue se expressar é taxado como alguém que não pensa), a linguagem como instrumento de comunicação (a língua é um código que serve para transmitir mensagens) e a linguagem como forma de interação (os falantes da mesma interagem entre si e se tornam sujeitos). Conforme Geraldi, o foco principal de seu texto é a terceira concepção a qual também concordo ser a que mereça maior destaque. Tal modo de conceber a linguagem envolve não somente a língua escrita, mas também se debruça sobre a língua falada além de compreender que coexistem dialetos diferentes na nossa língua. Esses surgem devido a democratização escolar pois, atualmente, os educandos pertencem a diversas classes sociais possuindo formas variadas de falar. É necessário entender que essas linguagens, ou melhor, esses dialetos não são inferiores a chamada língua culta/padrão; eles são apenas diferentes e o professor precisa repensar sua prática a fim de ensinar aos alunos outra maneira de se usar a língua portuguesa. Não é porque as crianças não usam a língua padrão no cotidiano que elas não devem aprendê-la isso é preciso, todavia deve ser feito de uma maneira significativa e não com meras repetições de exercícios gramaticais.
Os meios de ensinar língua portuguesa nas escolas, geralmente, só se preocupam com a forma padrão fazendo distinção sobre as variedades existentes, além de discriminá-las. Concomitante a isso, Possenti afirma que precisamos ter bem claro o conceito de criança e de língua, sendo que esses podem ser observados na prática cotidiana. Logo, perceberemos que qualquer criança é capaz de aprender uma língua uma vez que domina as regras necessárias para falar a mesma; mesmo que as línguas sejam sistemas complexos, as crianças são capazes de aprendê-las. Além disso é preciso ressaltar o fato de diferentes dialetos coexistirem na nossa língua materna e que eles estão dentro das salas de aula. Portanto o professor deve ter ciência disso e de que é preciso ensinar a maneira "culta" da língua sem desvalorizar o jeito de cada um. Com isso, ensinar formas que nem se ouve e que pouco se encontra diariamente, é perder tempo de aula e cobrar isso dos alunos não faz sentido algum. Ao invés de fazer uso de livros literários, escritos no passado e com uma linguagem "ultrapassada", pode-se trazer para a classe jornais, revistas, informações da internet, ou seja, meios onde a linguagem seja mais contextualizada e próxima da vida diária dos estudantes. Claro que é possível utilizar tais livros, mas penso que se deter a eles, e a gramática, é um meio pobre de dar aula de língua portuguesa além de, provavelmente, não despertar tanto interesse nos alunos.
Enfim, concordo com Possenti ao afirmar que a diferença mais significativa é o valor social atribuído a cada variedade da língua, visto que há uma segregação, entre os falantes de dialetos populares e padrões, na qual esses últimos são mais valorizados em detrimento dos outros. Portanto cabe aos professores iniciarem uma mudança de pensamento, mostrando que essas variedades existem e devem ser respeitadas. É preciso ensinar os alunos que cada dialeto tem uma "situação social" em que é usado e promover experiências práticas para eles compreenderem isso. Então fica claro que, nos dias de hoje, ensinar Português baseado somente na gramática e em exercícios de repetição é uma forma de ensino sem significado e que precisa ser repensada visando aprendizagens de qualidade para todas as crianças.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Atividade de Ciências Sociais

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perfil dos educadores da EJA


Muitos dos educadores que hoje atuam na EJA possuem formação superior, mas, em sua maioria, são habilitados apenas para trabalharem no ensino fundamental e no ensino médio regulares. São poucos os cursos de graduação que oferecem, em sua grade curricular, capacitação para que seus alunos, futuros educadores, preparem-se para trabalhar com educandos que retornam à escola mais tarde para concluir seus estudos.
Segundo o Parecer 11/2000, as instituições que se ocupam da formação de professores são instadas a oferecer habilitação em seus processos seletivos. Para atender a essa finalidade elas deverão buscar os melhores meios para satisfazer os estudantes matriculados. As licenciaturas e outras habilitações ligadas aos profissionais do ensino não podem deixar de considerar, em seus cursos, a realidade da EJA.
O jovem e o adulto que freqüentam a escola carregam consigo uma história de vida e conhecimentos adquiridos fora da educação formal e é em cima desses saberes e vivências que o educador da EJA deverá trabalhar. Esse profissional deverá estar capacitado para conseguir ensinar de forma significativa, sabendo, para isso, realizar a mediação entre o conhecimento que seus alunos trazem das práticas cotidianas e o conteúdo estabelecido pelo currículo da escola. Sendo assim, o professor que trabalha com crianças e adolescentes não poderá trabalhar da mesma forma com jovens e adultos, por isso sua formação deverá ser diferenciada.
Além disso, o educador da EJA atende alunos com diferentes faixas etárias numa mesma sala de aula, ou seja, esse profissional deverá trabalhar de uma forma significativa para todos eles, independente de sua fase de desenvolvimento biológico. Para isso, é necessário que esse educador conheça seus alunos através das trocas de vivências e saberes em sala de aula.
Em muitas das escolas de EJA percebe-se que os educadores trabalham com seus alunos de forma infantilizada, sem objetivo algum nas atividades propostas, como por exemplo, quando disponibilizam desenhos para pintar. Um dos objetivos da EJA é formar cidadãos e, para isso, é preciso que esses jovens e adultos aprendam para participar efetivamente de nossa sociedade, através de um planejamento que vise a formação de pessoas que saibam posicionar-se e pensar de forma crítica sobre a realidade.

Referências Bibliográficas
OTERO, Elisabete de Sousa. ARMELLINI, ALLGAYER, Renita Lourdes. BAQUERO, Rute Vivian Ângelo. Alfabetização de adultos. Porto Alegre, RS; Ed da Universidade/UFRGS, 1993.
http://www.faculdadeexpoente.edu.br/upload/noticiasarquivos/1243985854.PDF - dia27/09/10, às 10h

http://www.cereja.org.br/pdf/20041117_Francisca.pdf - dia 27/09/10, às 9h30min
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/diretrizes_p0645-0712_c.pdf - dia 27/09/10, às 9h.
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Desmotivação nas escolas de EJA


1- APRESENTAÇÃO:

Esta análise reflexiva foi elaborada a partir da observação realizada em um colégio na cidade de Porto Alegre/RS.

2- ANÁLISE REFLEXIVA
Desmotivação, uma das causas de evasão na EJA.
A EJA foi implementada para que jovens e adultos tenham a oportunidade de iniciar ou continuar seus estudos, uma vez que não freqüentaram a escola em idade apropriada. Durante o início do ano letivo, conforme declaração dos alunos de uma escola de Porto Alegre, as salas de aula estão cheias, mas com o passar do tempo, segundo constatado na visita realizada à escola, o número de alunos reduz-se a menos da metade. Uma das causas desta evasão está na proposta pedagógica desqualificada e desmotivadora, utilizada pelo professor ao ministrar os conteúdos propostos.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA, a Educação de Jovens e Adultos representa uma promessa de efetivar um caminho de desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades. Nela, adolescentes, jovens, adultos e idosos poderão atualizar conhecimentos, mostrar habilidades, trocar experiências e ter acesso a novas regiões do trabalho e da cultura. Para que isso aconteça, é necessário que haja a possibilidade do diálogo em sala de aula, oportunizando a troca de saberes entre professor e alunos.
Partir dos saberes, conhecimentos, interrogações e significados que aprenderam em suas trajetórias de vida será um ponto de partida para uma pedagogia que se paute pelo diálogo entre os saberes escolares e sociais. Este diálogo exigirá um trato sistemático desses saberes e significados, alargando-os e propiciando o acesso aos saberes, conhecimentos, significados e a cultura acumulados pela sociedade. (ARROYO, 2005, p. 35)

Trabalhar em cima dos conhecimentos prévios do aluno é uma das propostas do método Paulo Freire. Partindo dessa forma de ensino, o professor dará ao aluno condições de estabelecer relações daquilo que está aprendendo com as situações que vivencia no seu cotidiano.
Infelizmente, considerando a observação realizada, não é desta forma que os professores da EJA vêm trabalhando em sala de aula. Os conteúdos são disponibilizados no quadro de forma descontextualizada, apenas para serem copiados a resolvidos. O educador tem o conhecimento e o aluno deve apenas escutar e concordar com o que está sendo dito, sem ter a oportunidade de expor seus pensamentos e conhecimentos trazidos de fora da escola. Desta forma, não há a interação que possibilita a construção do conhecimento, uma vez que os conteúdos são despejados aos educandos da mesma forma para todos, sem considerar o que cada um tem a dizer sobre aquele assunto.
Outro dos fatores que desmotivam o aluno a continuar estudando são as constantes ausências de professores nos períodos de aula. As faltas são freqüentes, conforme o observado, configurando o desinteresse da escola diante de seus educandos.
Penso que muitos dos alunos da EJA desistem de continuar no curso, pois são influenciados pelo descaso, tanto pela falta de compromisso dos professores quanto pela metodologia utilizada que não contribui em nada para a aquisição de conhecimento e formação de cidadãos, como propõe a EJA. Para que a evasão seja amenizada, é necessário que os professores reflitam de forma crítica sobre o trabalho que vêm desenvolvendo, conscientizando-se de seu papel diante do futuro de seus alunos. Trabalhar de uma forma significativa e interessante é possível, basta o professor considerar e valorizar seus educandos.

3- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARROYO, Miguel Gonzalez. Educação de Jovens-Adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. Belo Horizonte, Autêntica, 2005.
SOARES, Leôncio. Educação de jovens e adultos, Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
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As grandes metrópoles


Texto reflexivo sobre as metrópoles
Nos dias de hoje, vivemos em grandes metrópoles, caracterizadas por apresentarem uma paisagem constituída por muitos prédios, trânsito intenso e pessoas “aglomeradas”. Devido a isso, a poluição do ar, sonora e auditiva tomaram conta das grandes cidades.
Devido à correria do dia-a-dia, as pessoas não têm mais tempo de relacionarem-se umas com as outras, causando, desta forma, um distanciamento entre elas.. As crianças não saem mais para brincar nas ruas, onde os carros e a criminalidade tomam conta, restringindo o espaço de divertimento a parques privados. Adultos não recebem mais os amigos em suas casas como antigamente, pois encontram-se em shoppings, restaurantes e em outros lugares privados e, muitas vezes, comunicam-se apenas pela internet.
A população das metrópoles é caracterizada por pessoas de classes sociais diferenciadas. Os miseráveis são pessoas que vieram da área rural para a cidade devido à mecanização do trabalho e, sem escolaridade, passaram a viver nas ruas.
Ricos, pobres e trabalhadores ocupam espaços diferenciados nas cidades. Enquanto os ricos ocupam espaços nobres, os pobres vivem em espaços constituídos por favelas.
A contínua construção de prédios caracteriza a verticalização das metrópoles. As paisagens naturais estão se extinguindo cada vez mais devido a isso e o pouco que há dela, está sendo apropriada pelas construtoras que destinam suas construções para um público elitizado e para o comércio. Em conseqüência disso, as pessoas pobres acabam sendo excluídas, perdendo um espaço que antes era de toda a população.
Enfim, com o passar dos anos, se continuarmos nesse ritmo de vida, a paisagem natural desaparecerá totalmente e viveremos em cidades sombrias, onde os prédios impossibilitarão a luminosidade do sol e as pessoas estarão cada vez mais distanciadas.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Slides sobre Literatura

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Ensinando Língua Portuguesa

Esses slides apresentam considerações retiradas do capítulo referente à Língua Portuguêsa do livro "Ler e escrever, um compromisso de todas as áreas"


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